Liderança empática e processo claro

Luis Carvalho fala sobre liderança empática, gestão clara e processos ágeis para lidar com escopo incerto, prazos mal definidos e equipes desorganizadas.

Liderança empática e processo claro

Luis Carvalho

Product and UX Manager

Introdução

No nosso estudo State of Digital Products, conversamos com Luis Carvalho, Head de Tecnologia e UX, sobre o lado menos glamouroso (mas muito real) de liderar projetos digitais: desorganização de outras áreas, prazos chutados, falta de colaboração e líderes despreparados.

Apesar do cenário desafiador, Luis encara tudo com empatia, método e bom humor. Ele se define como “um garçom”, sempre pronto a servir o time e os propósitos da empresa — mas com muito processo na bandeja.

Antes de tudo: processo e empatia

Luis é do tipo que lidera ouvindo. Ele acredita que times precisam de autonomia e clareza, e que o papel da liderança é mostrar caminhos, não impor rotas.

  • liderar é mais sobre guiar do que mandar
  • todo mundo tem algo a contribuir, do júnior ao sênior
  • ambientes com confiança e segurança psicológica entregam mais

Ele defende criar um ambiente em que os times se sintam donos das decisões. Ao invés de dizer “faça assim”, ele prefere mostrar os cenários e deixar o time definir a solução mais eficiente. Simples, elegante e funcional.

As dores do dia a dia (e como lidar com elas)

Quando o assunto é rotina, não há romantização. Ele encara de frente desafios como:

  • prazos definidos sem base técnica
  • escopo pingado aos poucos
  • comunicação travada entre áreas
  • decisões importantes nas mãos erradas

Como contornar isso? Com estrutura.

A aposta está em processos claros, comunicação frequente e backlog bem cuidado. Ah, e sempre com aquele respiro estratégico na sprint pra lidar com o imprevisível.

Testes, estimativas colaborativas e Scrumban (sim, scrumban)

Nada de chute técnico. A solução está em práticas que aumentam a precisão nas estimativas e ajudam o time a lidar melhor com mudanças:

  • estimativas com múltiplas perspectivas (hello, Fibonacci)
  • envolvimento dos mais experientes na fase de definição
  • testes contínuos e incrementais
  • espaço planejado pra top-downs
  • uso de ferramentas acessíveis como o ClickUp

E quando o contexto pede mais flexibilidade, o bom e velho Scrumban resolve.

Sobre contratação: o foco está em soft skills

Luis tem uma visão bem clara sobre talento:

“Hard skills a gente desenvolve. Mas empatia, vontade de crescer e saber ouvir, isso precisa vir da pessoa.”

O que ele procura:

  • boa comunicação
  • abertura pra escutar e aprender
  • vontade de crescer como profissional e como pessoa

Low-code não é bala de prata, mas tem seu valor

Luis já trabalhou com projetos low-code e vê valor, especialmente para:

  • prototipação
  • validação com usuários finais

Mas quando o stakeholder é interno e o projeto exige robustez, o low-code pode ser limitador. Em resumo: bom para testar, com cautela para escalar.

Conclusão: liderar é servir — com clareza e método

O equilíbrio entre organização e humanidade é possível — e necessário. Com processo estruturado, boa comunicação e foco em pessoas, é possível transformar o caos em algo produtivo (e até prazeroso).

Se você também acredita que tecnologia se constrói com gente, não só com código, vale conferir o estudo completo:
www.flowcode.cc/state-of-digital-products

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