Luis Carvalho fala sobre liderança empática, gestão clara e processos ágeis para lidar com escopo incerto, prazos mal definidos e equipes desorganizadas.
No nosso estudo State of Digital Products, conversamos com Luis Carvalho, Head de Tecnologia e UX, sobre o lado menos glamouroso (mas muito real) de liderar projetos digitais: desorganização de outras áreas, prazos chutados, falta de colaboração e líderes despreparados.
Apesar do cenário desafiador, Luis encara tudo com empatia, método e bom humor. Ele se define como “um garçom”, sempre pronto a servir o time e os propósitos da empresa — mas com muito processo na bandeja.
Luis é do tipo que lidera ouvindo. Ele acredita que times precisam de autonomia e clareza, e que o papel da liderança é mostrar caminhos, não impor rotas.
Ele defende criar um ambiente em que os times se sintam donos das decisões. Ao invés de dizer “faça assim”, ele prefere mostrar os cenários e deixar o time definir a solução mais eficiente. Simples, elegante e funcional.
Quando o assunto é rotina, não há romantização. Ele encara de frente desafios como:
Como contornar isso? Com estrutura.
A aposta está em processos claros, comunicação frequente e backlog bem cuidado. Ah, e sempre com aquele respiro estratégico na sprint pra lidar com o imprevisível.
Nada de chute técnico. A solução está em práticas que aumentam a precisão nas estimativas e ajudam o time a lidar melhor com mudanças:
E quando o contexto pede mais flexibilidade, o bom e velho Scrumban resolve.
Luis tem uma visão bem clara sobre talento:
“Hard skills a gente desenvolve. Mas empatia, vontade de crescer e saber ouvir, isso precisa vir da pessoa.”
O que ele procura:
Luis já trabalhou com projetos low-code e vê valor, especialmente para:
Mas quando o stakeholder é interno e o projeto exige robustez, o low-code pode ser limitador. Em resumo: bom para testar, com cautela para escalar.
O equilíbrio entre organização e humanidade é possível — e necessário. Com processo estruturado, boa comunicação e foco em pessoas, é possível transformar o caos em algo produtivo (e até prazeroso).
Se você também acredita que tecnologia se constrói com gente, não só com código, vale conferir o estudo completo:
www.flowcode.cc/state-of-digital-products