De funcionalidades a resultados: gestão de produto com foco em impacto

Alexandre Beirith conta como transformar squads em times de negócio, com foco em métricas, alinhamento estratégico e entregas com real impacto.

De funcionalidades a resultados: gestão de produto com foco em impacto

Alexandre Beirith

Head of Product

Introdução

A gente adora um botão novo. Mas será que ele serve pra alguma coisa?

No nosso estudo State of Digital Products, conversamos com Alexandre Beirith, Group Product Manager, sobre a mudança de foco de entregar funcionalidades para entregar valor real.

Spoiler: não é sobre fazer mais, é sobre fazer o que realmente importa.

output é diferente de outcome (e sim, isso muda tudo)

Um dos maiores desafios que o Alexandre encara é ajudar o time — e a empresa — a parar de medir sucesso pelo número de entregas.

  • Feature não é métrica de sucesso
  • O foco precisa estar em métricas de negócio, não em checklists
  • Squads com ownership real das métricas performam melhor

Parece óbvio, mas fazer essa virada de cultura exige muita conversa, paciência e, claro, contexto.

Comunicação alinhada, com rotina e sem caos

Pra manter todo mundo na mesma página (e com menos ansiedade), Alexandre cria rotinas bem estruturadas:

  • comunicação assíncrona e síncrona com diferentes níveis da empresa
  • rituais semanais pra revisar prioridades, bloqueios e mudanças de rota
  • foco em clareza e contexto, sem deixar ninguém no escuro

Ele reforça que adaptar o plano não é sinal de fraqueza. É sinal de que a empresa está viva.

qualidade e prazo: dá pra equilibrar

Quem nunca viu um projeto acelerar pra não perder o prazo... e depois gastar o dobro corrigindo?

Alexandre evita esse clássico da engenharia com algumas táticas simples:

  • quebra as entregas em partes menores (de 1 a 2 semanas)
  • envolve pessoas seniores na estimativa e definição de solução
  • mantém espaço para imprevistos no planejamento

Pequenas entregas = menos sustos, mais aprendizado.

Quando o mercado muda, você muda junto

Sobre mudança, Alexandre é direto: ou você se adapta ou fica pra trás.

  • transparência total sobre os motivos por trás das decisões
  • comunicação que conecta a equipe com a realidade do mercado
  • reforço constante de que crescimento exige ajuste de rota

“Se o mercado muda mais rápido que a gente, é sinal de que estamos morrendo.”
Direto ao ponto, né?

Rituais e cultura de equipe: mais do que cerimônia

Alexandre propõe encontros semanais entre PMs para trocarem vitórias, dificuldades e até pedidos de ajuda. Isso gera:

  • mais colaboração
  • mais alinhamento com os objetivos do negócio
  • menos “cada um por si”

A ideia é simples: ninguém entrega nada grande sozinho.

Contratar bem é olhar além do currículo

Pra Alexandre, hard skills se ensinam. O que ele busca mesmo:

  • curiosidade
  • visão sistêmica
  • entendimento de métricas de negócio
  • capacidade de adaptação e colaboração

Gente que aprende, se adapta e joga junto. O resto, se aprende.

Low-code com propósito

Alexandre já usou ferramentas low-code em projetos voltados para engajamento de usuários.

  • pontos positivos: velocidade de entrega e curva de aprendizado baixa
  • pontos negativos: limitações de customização

Serve bem pra validar, comunicar e orientar o usuário. Mas não resolve tudo.

Conclusão: produto bom entrega valor, não só funcionalidade

A conversa com Alexandre Beirith reforça um ponto essencial: mais do que entregar, é preciso saber por que e pra quem você está entregando.

  • foco em resultado, não só entrega
  • squads com dono, e não só tarefa
  • clareza, processo e confiança

Tecnologia simplica.

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